Páginas

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Novas estratégias desaceleram resultados da Bombril

De janeiro a setembro, a receita bruta da Bombril cresceu apenas 1%. O lucro somou R$ 5,8 milhões, contra R$ 301 milhões no mesmo intervalo de 2009. Segundo Marco Aurélio Guerreiro de Souza, presidente da companhia, os resultados foram reflexo de decisões estratégicas para os próximos anos. “Foram ações tomadas de forma consciente. O ano de 2010 foi uma transição para nós”, explicou o presidente. “Agora, estamos olhando para 2011, quando voltaremos ao crescimento de dois dígitos.”
Uma das decisões que influenciou a desaceleração envolveu o detergente líquido Limpol, responsável por 19% das vendas da companhia. A Bombril optou por evitar a guerra de preços com outras marcas, mantendo sua margem de lucro. Com isso, o volume caiu, o que não compensou a manutenção do preço. “Achamos que era o correto a fazer”, explicou Souza.
Para diminuir a dependência desse e de outros produtos – como a lã de aço, que representa 38% da receita –, a Bombril está investindo na ampliação do portfólio, principalmente com produtos de maior valor agregado. Este ano, chegou ao mercado a linha Ecobril, com apelo ecológico. Mas os resultados só devem aparecer nos próximos anos. “Os itens lançados ainda não ocuparam o espaço perdido com o encolhimento nas vendas de produtos da Bombril que são commodities”, diz Souza.
A empresa também está estudando sua entrada em categorias como pet, limpeza de automóveis e  cosméticos. “Queremos vender produtos para cabelo, cremes para pele, por exemplo. O plano é atuar nesse segmento em até dois anos”, afirma Souza. A Bombril espera fechar este ano com 120 lançamentos. Para 2011, serão mais 100.

Novo modelo de distribuição
Já há algum tempo, a empresa tem apostado em acordos de exclusividade com 30 distribuidores exclusivos para atender os pequenos e médios varejos. “Queremos chegar a 45”, diz Marco Aurélio Guerreiro de Souza, presidente da companhia. O objetivo é ampliar a presença de seus produtos nas lojas de menor porte.
Com essa mudança, a Bombril terá que investir em centros de distribuição. Em 2011, vai dobrar o espaço de seu CD em Recife (PE) e em dezembro começa a ampliar a área do CD na Rodovia Anchieta, em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Geral - Escassez de chuva prejudica lavouras

O mês de novembro já registra índices de chuva abaixo da média do período, similar ao que aconteceu no mês de outubro. Até a quarta-feira (17) foram registrados 6% do valor da média, o que equivale a 9 mm, conforme esclarece o funcionário do laboratório de agrometeorologia da Embrapa Trigo, Aldemir Pasinato. Ele também diz que a previsão de chuva é só para domingo (21). "A intensidade pode variar, dependendo do lugar, são as chamadas chuvas localizadas", esclarece. A pouca quantidade de chuva preocupa e pode prejudicar as lavouras de milho e soja. A chuva é necessária também para umedecer o solo para continuar a plantação de soja.
 
Ruim para o milho
O assistente técnico regional de culturas da Emater, Cláudio Dóro, informa que, principalmente, o milho, plantado no início de setembro, necessita com urgência de água. "O milho está em uma fase bem desenvolvida, no estágio de desenvolvimento vegetativo. Ele tem um consumo médio de 4 ou 5 milímetros diários de água. Teria de chover com mais intensidade, para atingir em torno de 120 a 150 milímetros por mês. Este mês não estamos nem próximo dessa quantidade", avalia. Segundo Dóro, para se defender, a planta se enrola para evitar a perda de água. O milho deve ser colhido no fim de fevereiro e início de março.
 
Ruim para a soja
A falta de chuva também é prejudicial para a soja. A cultura, que já foi plantada há 15 ou 20 dias, germinou bem e está em um bom padrão de lavoura, porém necessita de umidade. A que foi plantada há oito dias, precisa igualmente de umidade para ter uma germinação uniforme. Além disso, quem está colhendo não vai conseguir plantar o restante da soja, cerca de 20% da área, na nossa região. "Quem está colhendo trigo, cevada ou aveia, vai ter de esperar chover para amolecer a terra e colocar a plantadeira, porque a terra está muito seca", esclarece Dóro. A soja, que já foi plantada deve ser colhida no início de março.
Bom para o trigo, a aveia e cevada
Enquanto as condições climáticas começam a preocupar os agricultores que plantaram milho e soja, elas são favoráveis para a colheita das culturas de inverno: trigo, aveia e cevada. Segundo Dóro, isso acontece por que o produto é colhido seco e, além disso, a colheita rende, já que os agricultores iniciam o trabalho às 9h e podem terminar às 20h ou até mais tarde. "Tem sol, bastante radiação e calor. Para a colheita das culturas de inverno [o tempo] é excelente. A colheita está transcorrendo normalmente", esclarece.
Chuvas em outubro e novembro
Em outubro, a quantidade de chuva foi de 86% da média, o que representa 143,7 milímetros. A média de chuva do mês é de 167,1 mm.
Desde o começo de novembro, até a quarta-feira (17), foram registrados 6% do valor da média do mês, o equivalente a 9 mm. O dia 10 foi que marouc a maior precipitação em Passo Fundo, 5,4 mm. Novembro também deve registrar chuvas abaixo da média. A média de chuvas do mês é de 141,4 mm.
Mais chuva.
Nos últimos 30 dias, o dia 30 de outubro foi a data que registrou quantidade mais significativa de chuvas, o equivalente a 39 mm.
 
Fonte:A Noticia

Soja - Plantio chega à metade no Rio Grande do Sul

A safra 2010/2011 de soja do Rio Grande do Sul alcançou,  nesta semana, 50% do total da área já semeada, apesar da condição inadequada de umidade em determinados momentos. A avaliação faz parte do boletim semanal da Emater gaúcha. "Como consequência, em casos pontuais, a germinação começa a ocorrer de maneira mais lenta e irregular, deixando falhas nas  lavouras. Essa situação tende a aparecer de forma mais frequente em lavouras  semeadas recentemente, em especial naquelas localizadas na região da Campanha e parte da Fronteira Oeste, regiões onde a estiagem se mostra mais forte",  indica a publicação.
 
De maneira geral, entretanto, neste primeiro momento a atual safra ainda  consegue ficar à frente, em nove pontos, na comparação com a safra passada,  no que se refere a plantio.

Arroz - Exportações de arroz se aproximam de 400 mil toneladas em 2010

Desempenho até outubro surpreende, mesmo com o real valorizado.
 
O volume de exportações no mês de outubro alcançou 61,7 mil toneladas, com destaque para a retomada das vendas do arroz beneficiado, em razão da recuperação dos preços do cereal no mercado internacional. As vendas de arroz beneficiado alcançaram 22,8 mil toneladas, que representou quase 37% do total exportado no mês.
No acumulado de 2009, (março/10 a outubro/10) as vendas externas totalizaram 394 mil toneladas, com média mensal de quase 50 mil toneladas. O perfil do produto exportado teve forte predominância do arroz quebrado, que representou 61% das operações, enquanto o arroz beneficiado, que influencia na precificação do mercado interno, correspondeu a apenas 26 % do volume total escoado. No mesmo período do ano anterior, o total exportado no mesmo período atingiu 720,6 mil toneladas, com o beneficiado representando 61% das vendas.
O faturamento com as vendas externas caiu consideravelmente, justificando a alteração do cenário internacional, mas principalmente, a questão cambial. Enquanto no ano passado as vendas externas geraram US$ 223,02 milhões de dólares, neste ano, no mesmo período, o faturamento caiu para apenas US$ 95.3 milhões de dólares, refletindo a grau de dificuldade para viabilizar a exportação brasileira do cereal. 
A realização de leilões de PEP, agora autorizados, e que possibilitam o escoamento para o mercado externo, deverá ampliar o volume de exportações do arroz beneficiado e naturalmente, favorecer a recuperação do mercado interno, ainda nesta entressafra.
As importações em outubro atingiram um volume expressivo de 112,5 mil toneladas, e no acumulado anual, 703,9 mil toneladas, com um crescimento de 21% sobre igual período do ano anterior. A média mensal foi de 88 mil toneladas, em 2010, que para os próximos meses deverá ser mantida ou até ligeiramente abaixo, devido a menor disponibilidade de produto no Mercosul até o início da nova safra.
 
Fonte: Federarroz

sábado, 20 de novembro de 2010

Açúcar - Com pressão da China, preços encerram em baixa na Bolsa de Londres

O ajuste econômico chinês continua influenciando o mercado de commodities, e as agrícolas também sentem a pressão.

Os futuros do açúcar negociados na Bolsa de Londres encerraram em baixa nesta sexta-feira sentindo esse peso e devolvendo os ganhos da sessão anterior.

O vencimento março encerrou com baixa  4,18%, a valendo US$ 679,10 por tonelada.

Tabletes com recheio duplo engordam vendas (Kraft Foods)

O Lacta Specialité vem cobrir uma lacuna no mercado brasileiro de tabletes recheados. Segundo a Kraft Foods, o lançamento foi baseado em pesquisa do Instituto Euromonitor, que mostra um crescimento no consumo per capita de chocolates, em valor, de 14%. Em contrapartida, a participação dos tabletes recheados ainda é pequena: apenas 12%.

Como apoio de divulgação, a Kraft preparou uma vinheta que irá circular em TV aberta e a cabo. Os pontos de venda também contarão com novos materiais e degustação. Os tabletes chegam às gondolas na versão de 100 g, com preço sugerido de R$ 3,69. 


Informações: 0800 7041940

Milho - Leilão tem demanda de menos de 70% e governo anuncia mais um para próxima quinta

A Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) realizou nesta quinta-feira (18), um leilão para a venda de milho dos estoques governamentais de safras anteriores. O total do volume ofertado foi de 317 mil toneladas. Foram negociadas 213.350.305, o que corresponde a 67,3% da oferta.

Algumas regiões de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul negociaram 100% do montante ofertado. Locais como Chapadão do Céu (GO) e Araxá (MG), também tiveram um bom desempenho no leilão, comercializando, respectivamente, 91,24% e 96,59% de seu produto.

Já regiões como Tupã (SP), Rio Brilhante (MS), Maringá (PR), entre outras não negociaram nada daquilo que ofertaram.

Quanto aos prêmios, em regiões como Jataí (GO) houve um ágio onde os preços subiram de R$ 0,3416 centavos por saca para R$ 0,3560. Em Pedra Preta (MT), o prêmio subiu de R$ 0,26606 para R$ 0,3077 e Ibiruba (RS) teve aumento de R$ 0,4250 para R$ 0,4730.