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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Geral - Escassez de chuva prejudica lavouras

O mês de novembro já registra índices de chuva abaixo da média do período, similar ao que aconteceu no mês de outubro. Até a quarta-feira (17) foram registrados 6% do valor da média, o que equivale a 9 mm, conforme esclarece o funcionário do laboratório de agrometeorologia da Embrapa Trigo, Aldemir Pasinato. Ele também diz que a previsão de chuva é só para domingo (21). "A intensidade pode variar, dependendo do lugar, são as chamadas chuvas localizadas", esclarece. A pouca quantidade de chuva preocupa e pode prejudicar as lavouras de milho e soja. A chuva é necessária também para umedecer o solo para continuar a plantação de soja.
 
Ruim para o milho
O assistente técnico regional de culturas da Emater, Cláudio Dóro, informa que, principalmente, o milho, plantado no início de setembro, necessita com urgência de água. "O milho está em uma fase bem desenvolvida, no estágio de desenvolvimento vegetativo. Ele tem um consumo médio de 4 ou 5 milímetros diários de água. Teria de chover com mais intensidade, para atingir em torno de 120 a 150 milímetros por mês. Este mês não estamos nem próximo dessa quantidade", avalia. Segundo Dóro, para se defender, a planta se enrola para evitar a perda de água. O milho deve ser colhido no fim de fevereiro e início de março.
 
Ruim para a soja
A falta de chuva também é prejudicial para a soja. A cultura, que já foi plantada há 15 ou 20 dias, germinou bem e está em um bom padrão de lavoura, porém necessita de umidade. A que foi plantada há oito dias, precisa igualmente de umidade para ter uma germinação uniforme. Além disso, quem está colhendo não vai conseguir plantar o restante da soja, cerca de 20% da área, na nossa região. "Quem está colhendo trigo, cevada ou aveia, vai ter de esperar chover para amolecer a terra e colocar a plantadeira, porque a terra está muito seca", esclarece Dóro. A soja, que já foi plantada deve ser colhida no início de março.
Bom para o trigo, a aveia e cevada
Enquanto as condições climáticas começam a preocupar os agricultores que plantaram milho e soja, elas são favoráveis para a colheita das culturas de inverno: trigo, aveia e cevada. Segundo Dóro, isso acontece por que o produto é colhido seco e, além disso, a colheita rende, já que os agricultores iniciam o trabalho às 9h e podem terminar às 20h ou até mais tarde. "Tem sol, bastante radiação e calor. Para a colheita das culturas de inverno [o tempo] é excelente. A colheita está transcorrendo normalmente", esclarece.
Chuvas em outubro e novembro
Em outubro, a quantidade de chuva foi de 86% da média, o que representa 143,7 milímetros. A média de chuva do mês é de 167,1 mm.
Desde o começo de novembro, até a quarta-feira (17), foram registrados 6% do valor da média do mês, o equivalente a 9 mm. O dia 10 foi que marouc a maior precipitação em Passo Fundo, 5,4 mm. Novembro também deve registrar chuvas abaixo da média. A média de chuvas do mês é de 141,4 mm.
Mais chuva.
Nos últimos 30 dias, o dia 30 de outubro foi a data que registrou quantidade mais significativa de chuvas, o equivalente a 39 mm.
 
Fonte:A Noticia

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Trigo - Seca nos EUA faz cotação do trigo subir

Temendo que as lavouras de trigo das planícies americanas sejam prejudicadas pela seca que atinge a região, o mercado reagiu ontem e elevou os preços do cereal para o patamar mais alto em duas semanas na bolsa de Chicago. Os contratos para março foram cotados a US$ 7,31 por bushel, alta diária de 18,75 centavos (2,6%). Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o cereal foi cotado a US$ 7,54 por bushel, alta de 2,3%.
A expectativa da americana QT Weather é que as planícies centrais e do sul dos Estados Unidos recebam nos próximos dias nenhuma ou o mínimo necessário de água para o desenvolvimento do trigo de inverno americano, conforme informações da Bloomberg. A estiagem ocorre exatamente no início do desenvolvimento da cultura. 
 
Fonte: Valor Econômico

Grãos recuam com dólar em alta e encerramento da colheita dos EUA

O milho, a soja e o trigo encerraram o pregão noturno em terreno negativo nesta segunda-feira em Chicago com o encerramento da colheita norte-americana, que está próximo. A soja encerrou a sessão com quedas de dois dígitos na casa dos 13 pontos. A queda continua no pregão de viva-voz. O dólar mais caro é o principal motivo do recuo nos preços dos grãos desta quarta-feira.

A colheita do milho já está em 83% e a de soja em 91%, de acordo com informações do relatório de acompanhamento de safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Aliada à colheita adiantada, a alta do dólar também pressiona os preços, uma vez que torna as commodities norte-americanas mais caras para os importadores.

“É época de colheita nos Estados Unidos. Nós sabemos que será uma boa safra. E o mercado não está aguardando grandes pedidos de compra de agora até o final do ano. O dólar também tem sua importância”, disse Bill Adams, gerente de moedas e commodities da ACT Macro, em Zurique.

Demanda chinesa

Na segunda-feira, o milho acumulou uma alta de 53% desde o fim de junho, a soja 36% e o trigo 44% frente à preocupação de que as condições climáticas adversas poderiam prejudicar a produção global de grãos e também por conta da crescente demanda chinesa.

“A alta dos preços pode frear o interesse dos compradores enquanto os produtores norte-americanos irão diminuir suas vendas apostando em um novo avanço das cotações. A força do dólar irá contribuir para uma pressão negativa no rally das commodities”, disse Hiroyuki Kikukawa, gerente geral de pesquisa da IDO Securities Co, de Tóquio.

Trigo - Trigo cresce no Sul do país

O avanço da colheita de trigo, que libera área para a soja, confirma boa produtividade do cereal no Paraná. Restam 10% das plantações no campo. O estado deve fechar média de 2,8 mil quilos por hectare, uma das melhores marcas já obtidas. A tendência é que, apesar da redução de 13% na área do trigo, registrada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, a produção chegue a 3,2 milhões de toneladas, um terço a mais que na safra passada. Os produtores relatam que a produtividade caiu menos do que se temia após os períodos secos registrados entre agosto e setembro.
Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os trigais começam a amadurecer. Na região de Erechim (RS), por exemplo, há plantações que só serão colhidas daqui um mês. A previsão é de queda na produção, apesar de a produtividade ser considerada boa. Porém, como houve corte na área, os produtores confirmam es­­timativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de redução de 20% na colheita em Santa Cata­rina de 10% no Rio Grande do Sul.
Considerando toda a região Sul, a colheita deverá crescer 10%, atingindo 5 milhões de toneladas, ou 93% da produção nacional. O Paraná amplia sua participação de 50% para 59%.

sábado, 14 de agosto de 2010

TRIGO: Após semana de aclimatação aos novos preços, novos reajustes são esperados nas próximas quatro semanas

Neste momento, não cabe mais discutir se os ganhos acumulados até agora nas Bolsas internacionais foram ou não excessivamente especulativos como muitos tem se preocupado em avaliar. O fato é que a forte elevação do preço do trigo no mercado mundial já resultou em encarecimento da matéria-prima até o momento e o que vai acontecer ao longo deste mês de agosto e primeira quinzena de setembro será o repasse deste custo maior que começou a ser sentido de forma mais ampla nesta segunda semana.  Como o mercado de farinhas é bastante heterogêneo tanto no que se refere aos fornecedores como compradores, os reajustes feitos até o momento variaram muito de intensidade o que está causando grande dificuldade na fixação de preços. Para este cenário contribui também o fato de que como o mercado vem de um longo e severo período de retração dos preços e, em função disso, a quantidade de moinhos que estavam trabalhando com cotações defasadas é imensa, o que faz com que encontremos neste momento igualmente uma grande quantidade de valores para um mesmo produto. Os reajustes foram em sua maior parte de 10 a 12% mas chegaram a variar também de 18 a 25% e até 7 a 8% para pouquíssimas empresas que começaram a repassar suas altas logo no começo de julho, como verificamos naquele período. A perspectiva é que este cenário confuso permaneça ainda por mais um mês, pois após a absorção satisfatória dos reajustes da primeira semana de agosto nesta segunda semana, já estão programados no mínimo mais duas altas daqui até setembro, sendo a primeira em torno de 5%, conforme relato de agentes de mercado consultados. Esta guinada do mercado de trigo gerou outro fator que está também causando fortes distorções no mercado, que é a saída maciça de compradores em busca de reforçar estoques e buscar fornecedores de longa data com quem possa se negociar preços mais vantajosos. Assim, enquanto este frisson da demanda, ainda que artificial, persistir os preços continuaram com apoio positivo. 

Fonte: Noticias Agricolas

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ajustes do USDA continuam dando suporte aos grãos, que sobem em Chicago

As revisões promovidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em suas estimativas para a oferta e a demanda de soja, milho e trigo no país e no mundo resultaram em forte valorização das três commodities na quinta-feira bolsa de Chicago e continuam impactando positivamente nos preços. Com os ganhos, as quedas acumuladas de soja e milho em 2010 naquele mercado foram praticamente zeradas, enquanto a alta do trigo já se aproxima de 35%, de acordo com o Valor Data.

No caso do trigo, o salto observado era uma "barbada". Sobretudo em consequência da severa estiagem na Rússia e em países vizinhos, o USDA reduziu sua projeção para a produção mundial do cereal nesta safra 2010/11, que está em desenvolvimento no Hemisfério Norte, para 645,73 milhões de toneladas. O volume é 2,3% menor que o previsto em julho para a atual temporada e quase 35 milhões de toneladas mais magro que o total colhido em 2009/10.

Ainda que a produção dos EUA tenha sido revisada para cima pelo USDA, prevaleceu entre os traders de Chicago o sentimento de que poderá haver algum desabastecimento no mercado global, daí a alta de preços.

Não é uma boa notícia para o Brasil, um dos principais importadores mundiais da commodity e onde as cotações já começaram a refletir a tendência global. Ainda assim, segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), a reação doméstica tem sido lenta até agora e em algumas praças ainda não houve mudanças significativas. E apesar da quebra global, lembra o Cepea, os estoques no mundo seguirão acima da média histórica.

"As estimativas apontam que a menor oferta e o maior consumo reduzirão os estoques, mas ainda devem ser de 174,76 milhões de toneladas, um dos maiores do histórico", diz Lucilio Rogerio Alves, professor do Cepea, em análise publicada na quinta-feira. Em 2009/10, os estoques finais globais foram de 193,97 milhões de toneladas, de acordo com as estatísticas do USDA.

Nos mercados de soja e milho, as altas de preços refletiram ajustes para cima promovidas pelo USDA no lado da demanda, ainda que também tenham sido realizadas correções para cima na produção - que nos EUA, por exemplo, deverá ser ainda mais vasta do que o anteriormente previsto para ambos os grãos.

Com os problemas do trigo, analistas esperavam que o USDA fosse elevar ainda mais sua previsão para a demanda global de milho, já que em países europeus o segundo comumente substitui o primeiro na fabricação de rações. Mas, mesmo com uma correção de apenas 0,06% em relação à estimativa de agosto, para 831,42 milhões de toneladas, e principalmente em virtude da elevação da projeção do USDA para as exportações americanas.

"Foi o relatório da demanda", constatou Renato Sayeg, da Tetras Corretora, sobre os números do USDA para a soja. Para a demanda mundial, o aumento em relação ao relatório de julho do órgão foi superior a 3 milhões de toneladas, para 250,92 milhões de toneladas em 2010/11, ante as 237,44 milhões de 2009/10. Para as exportações dos EUA, o ajuste para cima superou 2 milhões de toneladas.

"Mesmo com o novo número para a produção americana ter vindo acima das previsões mais otimistas e da relação entre estoques e demanda nos EUA ser a maior desde 2006/07, a expectativa de crescimento da demanda prevaleceu", afirmou Sayeg.

Nesta sexta-feira, os contratos futuros tanto da soja, quanto milho e trigo fecharam em alta no Pregão Noturno. O vencimento setembro/10 abriu o Pregão Diurno avançando 8,75 cents, valendo US$10,34/bushel, às 11h44, horário de Brasília.

Fonte: Valor Economico

Preço do pão pode aumentar até 7%

Com a seca que afeta países produtores de trigo como Rússia, Estados Unidos e Canadá, a commoditie ficou mais cara no mercado internacional. Com isso, o preço do pãozinho vendido no Brasil pode subir entre 5% e 7% nas próximas semanas.
A situação se agrava porque a Argentina, outra grande produtora, passou a priorizar o abastecimento do mercado interno. O Brasil importa cerca da metade do trigo consumido no País.
A elevação de preços deve atingir ainda produtos como massas e biscoitos. Para Lawrence Pih, presidente do grupo Moinho Pacífico, os estoques da indústria devem durar até setembro, quando  começa a entrar a safra nacional. Apesar de não haver risco de desabastecimento, o executivo acredita que o produtor brasileiro fará equiparação com o preço internacional, o que mantém a expectativa de alta.

Fonte: Diario Catarinense

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Safra de grãos deve igualar recorde histórico

O crescimento é de 8,9%, segundo projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mais de 80% da lavoura de grãos já foi colhida no Brasil. A produção agrícola chegará a 145,9 milhões de toneladas, praticamente se igualando a colheita registrada em 2008, a maior da história brasileira.

Os números são extremamente positivos, principalmente se forem considerados os problemas climáticos ocorridos neste ano, como seca na região Centro-Oeste e fortes chuvas no Sul e nos estados de Alagoas e Pernambuco.

“A soja foi a grande vedete de 2010. Além de a área plantada ter aumentado, a produção também foi maior devido aos preços bons, comparativamente ao de outras culturas”, afirmou Mauro Andreazzi, gerente de agricultura do IBGE. A participação da soja em relação ao total produzido no País pulou de 42,6% em 2009 para os atuais 46,6%.

Em contrapartida, outros dois importantes produtos tiveram queda na participação. O milho teve retração de 38,1% para 36,7%. Ja o arroz passou a responder por 7,7% da produção brasileira, contra 9,4% do ano anterior. O Paraná continua sendo o maior produtor nacional de grãos, seguido pelo Mato Grosso.

Fonte: Valor Economico

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Trigo - Área de trigo deve cair 12,5%, prevê Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou os sinais captados em seu levantamento de campo de abril e projetou, a partir de nova pesquisa realizada em maio e divulgada ontem (8), uma queda de 12,5% na área plantada de trigo este ano no país.

Segundo o órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, a semeadura deverá cobrir 2,126 milhões de hectares, e haverá redução de área em praticamente todos os Estados que produzem o cereal. Nas estatísticas da Conab, a produção em gestação faz parte da safra 2010/11, cujo plantio de verão de grãos terá início em setembro.

"Embora o comportamento do mercado não seja animador para o produtor, a estimativa é que seja colhido um volume de trigo semelhante ao de 2009, desde que o clima se comporte favoravelmente à cultura", informa a Conab. Se isso acontecer, haverá recuperação da produção em Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal, que, segundo a Conab, obtiveram produtividade abaixo da média na safra passada.

Em 2009, a partir de uma área plantada de 2,428 milhões de hectares, foram colhidas 5,026 milhões de toneladas de trigo no Brasil, mais ou menos a metade da demanda doméstica total. O país é um dos maiores importadores do cereal do planeta.

Ainda nas culturas de inverno, a Conab reduziu em pouco mais de 850 mil toneladas sua previsão para a produção de milho safrinha, que agora está estimada em 19,408 milhões de toneladas, 11,9% menos que em 2008/09. No total, incluindo a safra de verão, serão 53,460 milhões, alta de 4,8%.

No mais, poucas novidades. No total, a produção brasileira de grãos em 2009/10 foi ajustada para 146,917 milhões de toneladas, 51 mil a mais que o estimado em maio e 8,7% superior ao volume colhido no ciclo anterior.

Para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, a estimativa da Conab foi elevada para 68,708 milhões de toneladas, 20,2% mais que no ciclo passado.

Fonte: Valor Economico