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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Arroz - Exportações de arroz se aproximam de 400 mil toneladas em 2010

Desempenho até outubro surpreende, mesmo com o real valorizado.
 
O volume de exportações no mês de outubro alcançou 61,7 mil toneladas, com destaque para a retomada das vendas do arroz beneficiado, em razão da recuperação dos preços do cereal no mercado internacional. As vendas de arroz beneficiado alcançaram 22,8 mil toneladas, que representou quase 37% do total exportado no mês.
No acumulado de 2009, (março/10 a outubro/10) as vendas externas totalizaram 394 mil toneladas, com média mensal de quase 50 mil toneladas. O perfil do produto exportado teve forte predominância do arroz quebrado, que representou 61% das operações, enquanto o arroz beneficiado, que influencia na precificação do mercado interno, correspondeu a apenas 26 % do volume total escoado. No mesmo período do ano anterior, o total exportado no mesmo período atingiu 720,6 mil toneladas, com o beneficiado representando 61% das vendas.
O faturamento com as vendas externas caiu consideravelmente, justificando a alteração do cenário internacional, mas principalmente, a questão cambial. Enquanto no ano passado as vendas externas geraram US$ 223,02 milhões de dólares, neste ano, no mesmo período, o faturamento caiu para apenas US$ 95.3 milhões de dólares, refletindo a grau de dificuldade para viabilizar a exportação brasileira do cereal. 
A realização de leilões de PEP, agora autorizados, e que possibilitam o escoamento para o mercado externo, deverá ampliar o volume de exportações do arroz beneficiado e naturalmente, favorecer a recuperação do mercado interno, ainda nesta entressafra.
As importações em outubro atingiram um volume expressivo de 112,5 mil toneladas, e no acumulado anual, 703,9 mil toneladas, com um crescimento de 21% sobre igual período do ano anterior. A média mensal foi de 88 mil toneladas, em 2010, que para os próximos meses deverá ser mantida ou até ligeiramente abaixo, devido a menor disponibilidade de produto no Mercosul até o início da nova safra.
 
Fonte: Federarroz

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Arroz - Governo promete R$ 50 milhões aos produtores de arroz

Valor da saca está sendo comercializada R$ 1,99 abaixo do valor mínimo estabelecido. Medida para aumentar os preços praticados no mercado interno deve ser anunciada na próxima semana.
Ministério da Agricultura (Mapa) prometeu responder na próxima semana um pedido dos produtores de arroz do Rio Grande do Sul, que reivindicam a liberação de R$ 50 milhões para o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), a fim de possibilitar a comercialização de 500 mil toneladas do grão. O anúncio foi feito ontem, em Brasília, durante encontro de representantes da Federarroz com integrantes do Mapa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Fazenda.
Segundo Renato Rocha, presidente da Federarroz, a medida serviria para facilitar as exportações e melhorar os preços no mercado interno. Atualmente, a média da saca de arroz no Estado está em R$ 24,88, quase R$ 1,00 abaixo do preço mínimo de garantia do governo federal. "O governo reconheceu que estamos operando com valores muito baixos, e que uma intervenção é necessária", destacou.
Outro item discutido no encontro foi a realização de ajustes no Programa de Estímulo a Produção Agropecuária Sustentável (Produsa), que está sendo utilizado pelos arrozeiros que foram atingidos por problemas climáticos.
De acordo com a Federarroz, os produtores estão enfrentando dificuldade de acessar os recursos junto aos bancos devido a interpretações diferentes das exigências requeridas. As dificuldades foram admitidas pelos representantes do governo federal. "Algumas instituições financeiras, por exemplo, exigem licença ambiental, o que não era uma necessidade para todos os casos", afirmou Daniel Maia, secretário-executivo do MDA. Um novo texto explicando as condições necessárias para a adesão ao programa deverá ser executado pelo Ministério da Fazenda, e apresentado na próxima reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), que ocorrerá no início de novembro.
Também foi definido que o governo e os produtores de arroz realizarão uma nova reunião, em novembro, para definir a organização da próxima safra. No total, a Federarroz reivindica R$ 1,5 bilhão em recursos e mecanismos de comercialização para assegurar o suporte à safra 2010/2011.
 
Fonte: Jornal do Comércio

sábado, 14 de agosto de 2010

Arroz - Preços do arroz têm forte alta no mercado internacional

No decorrer desta semana, respondendo aos problemas climáticos que vem sendo anunciados na China, Tailândia, Paquistão e outros países asiáticos, e puxados pela tendência altista que se instalou nos mercados mundiais de grãos, especialmente trigo e milho, os preços do arroz registram expressiva alta.
A possível relação entre as enchentes no Paquistão e na China e a onda de calor, seca e incêndios florestais na Rússia é o foco de debate entre especialistas dos maiores centros de pesquisa meteorológica da Europa. O debate entre peritos se intensificou, assim como o choque da comunidade internacional com a amplitude das cheias no Paquistão e na China. Segundo dados parciais, as monções - chuvas torrenciais típicas do Sudeste Asiático - já teriam provocado a morte de 1,2 mil paquistaneses, além de desabrigar outro 1,8 milhão.
Vivendo o fenômeno inverso, a Rússia enfrenta há 15 dias as maiores temperaturas em mil anos. Para alguns dos institutos de meteorologia mais importantes da Europa, os fenômenos estão interligados. A explicação para a intempérie no Paquistão seria o chamado jet-stream, corrente de ar que circula em altas altitudes - entre 6 e 15 quilômetros da superfície -, a uma velocidade média de 100 km/h, e que pode se estender por milhares de quilômetros. Com a onda de calor, uma jet-stream teria se formado a partir da Rússia. Sobre o Paquistão, a corrente teria se chocado com uma monção de intensidade anormal oriunda do Sul.
O mais expressivo para o mercado de arroz é a forte alta das cotações no Vietnã, até então o país exportador asiático que ofertava o produto beneficiado aos mais baixos preços da região. No Vietnã, o arroz beneficiado Viet 5% subiu para US$ 400,00 a tonelada FOB nesta segunda semana de agosto, contra US$ 370,00 a tonelada na primeira semana de agosto e US$ 350,00 na segunda quinzena de julho. Esse produto chegou a estar cotado a US$ 340,00 a tonelada na segunda quinzena de abril, depois de ter subido para US$ 489,00 a tonelada na primeira quinzena de janeiro de 2010.
O preço do arroz tailandês deve seguir o mesmo caminho. O produto também já mostra reação na Tailândia. O arroz Thai 100%B subiu para US$ 462,00 a tonelada FOB nesta segunda semana de agosto, contra US$ 445,00 na primeira semana de agosto. O preço vinha em queda até maio passado, após atingir US$ 609,00 a tonelada na primeira quinzena de janeiro de 2010.
No artigo em questão (de 09/08/2010), havíamos afirmado que, com a quebra da safra de trigo no Leste Europeu, com fortes perdas na Rússia, os preços do trigo subiram vertiginosamente e puxaram os preços do milho. 1/6 do trigo mundial é usado em rações e as quebras levam junto os preços mundiais do milho. Nos últimos 30 dias, os preços mundiais do trigo subiram 70%, os do milho 21% os da soja, 15%. Os preços mundiais do arroz ainda podem registrar mais altas nas próximas semanas, induzidos pelas adversidades climáticas em regiões de produção e pela escalada dos outros grãos no mercado global.
 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Arroz - Maio fecha em queda de 4,1%. Em abril, preços seguem caindo

Setor produtivo busca mecanismos de opções em Brasília e maneiras de reduzir o impacto do custeio sobre a comercialização, como forma de reduzir o impacto futuro da manutenção desse cenário sobre os preços praticados

Depois de cair 4,1% em maio, as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantiveram a trajetória de queda nos primeiros seis dias de junho, consolidando uma retração de mais 1,77% até o momento segundo o indicador do arroz Cepea/Bolsa Brasileira de Mercadorias (BVM&F). No último dia de maio (31/5), o indicador fechou cotando a saca de arroz de 50 quilos, em casca, com 58% de inteiros, a R$ 27,55. Esse comportamento traduziu, segundo os pesquisadores do Cepea, a redução no interesse de compra da matéria-prima pela indústria, cenário visto com mais intensidade na semana final do mês, pela dificuldade de repassar preços da alta do arroz em casca ainda referentes a abril para o fardo de arroz beneficiado.

Em junho, com o varejo forçando baixa de preços, exigindo concessões e a indústria com baixo movimento de compra de matéria-prima, mesmo de safra velha ou a depósito, o produtor passou a ofertar um pouco mais. Muitas empresas se retiraram do mercado (de compra) e a baixa continuou com ritmo inicial mais forte em junho. O indicador apresentou cotações referenciais de R$ 27,06, na última sexta-feira (4/6), o que em dólar, representou US$ 14,57 na cotação do dia. Em moeda estadunidense, a variação negativa alcançou 3,78% em junho.

Na semana as cotações fecharam com média de R$ 27,26 e queda de R$ 1,52%. No mercado livre gaúcho, preços referenciais entre R$ 26,50 e R$ 27,00 na maioria das praças, com cotações que podem chegar a R$ 28,00 para o produto colocado na indústria, a depósito ou condições muito especiais de qualidade. A “famosa” tabela de rebaixamento de preços por “defeitos” e umidade voltou a ser utilizada com rigor pela indústria do Sul gaúcho.

Inicialmente, com a atual conjuntura, não há, no curto prazo, previsão de que esse cenário se altere em junho. Isso em razão do vencimento da primeira parcela de custeio em julho, que deve obrigar parte dos produtores a ofertarem produto.

MECANISMOS

A falta de liquidez no mercado e essa conjuntura de pressão ainda maior de oferta que se avizinha, em razão dos vencimentos de custeio dos produtores, inclusive os que registraram graves perdas em razão do “El Niño”, levaram as entidades setoriais gaúchas ao Ministério da Agricultura e ao Banco do Brasil na última semana para buscar a liberação de recursos para mecanismos de comercialização e medidas especiais para os vencimentos de custeio.

Foi solicitado ao ministro em Exercício da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Gerardo Fontelles e ao secretário de Política Agrícola, Edilson Guimarães, a liberação de R$ 470 milhões para financiar a comercialização do arroz gaúcho em três mecanismos. São R$ 350 milhões para leilões dos contratos de opções públicas, com volume de 500 mil toneladas para apoio à comercialização do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nos mesmos moldes lançados do último ano comercial, a liberação imediata de R$ 50 milhões para Aquisições do Governo Federal (AGFs) e R$ 70 milhões para Prêmio de Risco para Aquisição de Contrato Privado de Opção de Venda (Prop). O Mapa deve dar uma resposta aos pleitos até a próxima semana.
INTERNACIONAL

O analista de mercado internacional, Patrício Méndez del Villar, do Cirad, da França, divulgou em seu informativo InterArroz, que em maio, os preços mundiais registraram nova baixa, porém limitada, em torno de 2%, contra 9% no mês anterior. A tendência baixista se mantém devido à escassa demanda de importação. As perspectivas de colheita nos próximos meses se anunciam boas na maioria das regiões do mundo, especialmente nas principais regiões deficitárias graças a um regime normal de chuvas.

Se estas previsões se confirmarem, os preços mundiais deverão se manter relativamente estáveis durante o resto do ano, com leves variações conjunturais. Em maio, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu 4,9 pontos para 201,3 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 206,2 pontos em abril. No início de junho, o índice dos preços mundiais se estabilizada em torno de 200 pontos.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre (RS), indica cotação média de R$ 27,00 para a saca de arroz em casca (para tipo 1) no Rio Grande do Sul. A saca de 60 quilos do produto beneficiado tem cotação de R$ 55,00. Ambos os valores em queda de R$ 1,00 sobre a semana anterior. Os derivados mostraram estabilidade com a saca de 60 quilos de canjicão cotada a R$ 23,00, da quirera em R$ 17,00.

Fonte: Planeta Arroz

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Maio chega ao final com preços enfraquecidos para o arroz

O engenheiro químico Gilberto Amato, do centro de excelência do arroz do Irga, palestrou nesta sexta-feira durante a reunião dos representantes da indústria arrozeira gaúcha durante a 16ª Fenarroz. Gilberto Amato frisou que a Instrução Normativa (IN-06), que chegou a vigorar por um mês no início deste ano e que derrubou o nível de classificação do arroz, voltará a valer a partir de março de 2011. “A referência original para classificação é de 1988. O certo seria atualizar essas referências a cada cinco anos, mas isso não foi feito e a nova regra teve um impacto muito forte”, explica Amato.

Se a IN-06 fosse mantida, o arroz tipo-1 que hoje representa 90% da produção, ficaria na casa dos 65%. “O que o produtor precisa entender e se preparar para isso é que a IN-06 vai voltar. A lavoura precisa de sementes de qualidade e cuidados especiais para prevenir principalmente contra o amare-lecimento”, alerta Gilberto Amato. Logo que a nova regra de classificação foi imposta, a cadeia produtiva reagiu e conseguiu substituir os limites com outra normativa provisória. A IN-12 manteve cerca de 80% da safra ainda no padrão tipo-1.

Importante

Segundo Gilberto Amato, o arroz é classificado em cinco tipos, que na verdade são seis, pois existe o pior padrão de qualidade que é considerado fora de tipificação. Os defeitos avaliados na classificação são: arroz vermelho ou preto, grãos ardidos, picados ou manchados, amarelos e gessados ou verdes.


Fonte: Jornal do Povo