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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Geral - Escassez de chuva prejudica lavouras

O mês de novembro já registra índices de chuva abaixo da média do período, similar ao que aconteceu no mês de outubro. Até a quarta-feira (17) foram registrados 6% do valor da média, o que equivale a 9 mm, conforme esclarece o funcionário do laboratório de agrometeorologia da Embrapa Trigo, Aldemir Pasinato. Ele também diz que a previsão de chuva é só para domingo (21). "A intensidade pode variar, dependendo do lugar, são as chamadas chuvas localizadas", esclarece. A pouca quantidade de chuva preocupa e pode prejudicar as lavouras de milho e soja. A chuva é necessária também para umedecer o solo para continuar a plantação de soja.
 
Ruim para o milho
O assistente técnico regional de culturas da Emater, Cláudio Dóro, informa que, principalmente, o milho, plantado no início de setembro, necessita com urgência de água. "O milho está em uma fase bem desenvolvida, no estágio de desenvolvimento vegetativo. Ele tem um consumo médio de 4 ou 5 milímetros diários de água. Teria de chover com mais intensidade, para atingir em torno de 120 a 150 milímetros por mês. Este mês não estamos nem próximo dessa quantidade", avalia. Segundo Dóro, para se defender, a planta se enrola para evitar a perda de água. O milho deve ser colhido no fim de fevereiro e início de março.
 
Ruim para a soja
A falta de chuva também é prejudicial para a soja. A cultura, que já foi plantada há 15 ou 20 dias, germinou bem e está em um bom padrão de lavoura, porém necessita de umidade. A que foi plantada há oito dias, precisa igualmente de umidade para ter uma germinação uniforme. Além disso, quem está colhendo não vai conseguir plantar o restante da soja, cerca de 20% da área, na nossa região. "Quem está colhendo trigo, cevada ou aveia, vai ter de esperar chover para amolecer a terra e colocar a plantadeira, porque a terra está muito seca", esclarece Dóro. A soja, que já foi plantada deve ser colhida no início de março.
Bom para o trigo, a aveia e cevada
Enquanto as condições climáticas começam a preocupar os agricultores que plantaram milho e soja, elas são favoráveis para a colheita das culturas de inverno: trigo, aveia e cevada. Segundo Dóro, isso acontece por que o produto é colhido seco e, além disso, a colheita rende, já que os agricultores iniciam o trabalho às 9h e podem terminar às 20h ou até mais tarde. "Tem sol, bastante radiação e calor. Para a colheita das culturas de inverno [o tempo] é excelente. A colheita está transcorrendo normalmente", esclarece.
Chuvas em outubro e novembro
Em outubro, a quantidade de chuva foi de 86% da média, o que representa 143,7 milímetros. A média de chuva do mês é de 167,1 mm.
Desde o começo de novembro, até a quarta-feira (17), foram registrados 6% do valor da média do mês, o equivalente a 9 mm. O dia 10 foi que marouc a maior precipitação em Passo Fundo, 5,4 mm. Novembro também deve registrar chuvas abaixo da média. A média de chuvas do mês é de 141,4 mm.
Mais chuva.
Nos últimos 30 dias, o dia 30 de outubro foi a data que registrou quantidade mais significativa de chuvas, o equivalente a 39 mm.
 
Fonte:A Noticia

Soja - Plantio chega à metade no Rio Grande do Sul

A safra 2010/2011 de soja do Rio Grande do Sul alcançou,  nesta semana, 50% do total da área já semeada, apesar da condição inadequada de umidade em determinados momentos. A avaliação faz parte do boletim semanal da Emater gaúcha. "Como consequência, em casos pontuais, a germinação começa a ocorrer de maneira mais lenta e irregular, deixando falhas nas  lavouras. Essa situação tende a aparecer de forma mais frequente em lavouras  semeadas recentemente, em especial naquelas localizadas na região da Campanha e parte da Fronteira Oeste, regiões onde a estiagem se mostra mais forte",  indica a publicação.
 
De maneira geral, entretanto, neste primeiro momento a atual safra ainda  consegue ficar à frente, em nove pontos, na comparação com a safra passada,  no que se refere a plantio.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Soja - Em Chicago, soja despenca diante de ajuste econômico na China

Depois de encerrar com mais de 30 pontos de alta a sessão de ontem, o mercado da soja volta a cair significativamente nesta sexta-feira. De acordo com alguns analistas, o peso nas cotações ainda vem da China.

Hoje, o governo chinês anunciou mais uma alta no depósitos compulsórios dos bancos em 0,5 ponto. Este é o quinto aumento só este ano e a medida já reflete em preocupações no mercado.

Com a desaceleração da economia chinesa, o temor é de que a demanda por itens como a soja e o milho possa ser reduzida, tirando assim a sustentação dos preços.

Entretanto, alguns analistas afirmam que a nação asiática continuará comprando mesmo diante desse ajuste econômico. As importações chinesas de soja, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), deverão totalizar 57 milhões de toneladas neste ano safra.

De acordo com Ricardo Lorenzet, analista de mercado da XP Agro, o dia hoje é marcado por extrema volatilidade e o que está sendo visto é a liquidação de fundos.

Seguindo a mesma tendência da oleaginosa e influenciado basicamente pelos mesmos fundamentos, os futuros do milho também operam com forte queda no pregão de hoje.

Às 16h40, horário de Brasília, o vencimento janeiro para a soja era cotado a US$12,06, com queda de 35,50 pontos. O maio, referência para a safra brasileira, valia US$12,17, perdendo 32,75 pontos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Soja - Tendência de curto prazo do mercado futuro de soja em Chicago segue indefinida.

As cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam com perdas insignificantes, nesta segunda-feira, primeiro de novembro de 2010, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME), conforme a tabela acima.
Nesta data, o Dólar dos EUA valorizou-se durante a respectiva sessão futura, ao passo que os preços futuros do ouro cederam no respectivo pregão futuro desta segunda-feira, enquanto o clima para as regiões de sojicultura da América do Sul mostrou-se muito favorável. Todos esses foram fatores negativos para as cotações futuras da oleaginosa, em Chicago.
Durante o fim-de-semana choveu bem em regiões brasileiras importantes, até então sujeitas à estiagem, em menor ou maior grau. Há mais precipitações pluviométricas previstas para a semana em curso. Esses eventos climáticos favoráveis estão afastando temores de secas possivelmente associadas ao fenômeno La Niña.
O total de embarques de soja norte-americana efetuado na semana passada não passou de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas, em contrapartida a cerca de 1,9 milhão de toneladas, na semana retrasada.
Informações da agência governamental CFTC, responsável pela regulação e fiscalização dos mercados futuros de commodities nos EUA passaram a impressão de que as posições compradas da oleaginosa em mãos de fundos de especulação podem ter atingido o seu pico, no curto prazo. Isso equivale a afirmar que a maior parte das atuais notícias altistas relativas ao mercado futuro de soja podem já ter sido embutidas nas atuais cotações dessa commodity, em seu respectivo pregão futuro, em Chicago.

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Fonte: SojaNet

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Soja - Clima favorável pode pressionar soja em Chicago, diz Oil World

A consultoria alemã Oil World, em seu relatório semanal, afirmou que as melhores condições climáticas na América do Sul podem atuar como fatores de pressão para os preços da soja na Bolsa de Chicago.

As chuvas dos últimos dois dias nas principais regiões produtoras da América do Sul, segundo a consultoria, foram suficientes para alterar o panorama das lavouras de soja. "Em setembro e início de outubro de 2010,as chuvas proporcionaram uma boa umidade de solo em grande parte da Argentina e em pelo menos a metade dos estados produtores de soja no Brasil", diz a Oil World em seu boletim.

Ainda segundo o relatório, nesse mesmo período em 2008, o clima para a safra sul-americana foi bem mais seco. Na safra 2008/2009, a América do Sul perdeu 30 milhões de toneladas de soja por conta da seca.

A sustentação dos preços fica por conta da demanda pela oleaginosa, principalmente por parte da China. A Oil World acredita que as importações chinesas crescentes são resultado do aumento da procura das indústrias de processamento e da medida do governo em garantir seus estoques.

Grãos recuam com dólar em alta e encerramento da colheita dos EUA

O milho, a soja e o trigo encerraram o pregão noturno em terreno negativo nesta segunda-feira em Chicago com o encerramento da colheita norte-americana, que está próximo. A soja encerrou a sessão com quedas de dois dígitos na casa dos 13 pontos. A queda continua no pregão de viva-voz. O dólar mais caro é o principal motivo do recuo nos preços dos grãos desta quarta-feira.

A colheita do milho já está em 83% e a de soja em 91%, de acordo com informações do relatório de acompanhamento de safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Aliada à colheita adiantada, a alta do dólar também pressiona os preços, uma vez que torna as commodities norte-americanas mais caras para os importadores.

“É época de colheita nos Estados Unidos. Nós sabemos que será uma boa safra. E o mercado não está aguardando grandes pedidos de compra de agora até o final do ano. O dólar também tem sua importância”, disse Bill Adams, gerente de moedas e commodities da ACT Macro, em Zurique.

Demanda chinesa

Na segunda-feira, o milho acumulou uma alta de 53% desde o fim de junho, a soja 36% e o trigo 44% frente à preocupação de que as condições climáticas adversas poderiam prejudicar a produção global de grãos e também por conta da crescente demanda chinesa.

“A alta dos preços pode frear o interesse dos compradores enquanto os produtores norte-americanos irão diminuir suas vendas apostando em um novo avanço das cotações. A força do dólar irá contribuir para uma pressão negativa no rally das commodities”, disse Hiroyuki Kikukawa, gerente geral de pesquisa da IDO Securities Co, de Tóquio.

Rabobank eleva estimativa para preços da soja e milho em Chicago

As estimativas para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago foram elevadas pelo Rabobank em decorrência da forte demanda chinesa. Os preços do milho também subiram.

De acordo com o banco, as cotações da soja devem circular em torno dos US$11,75/buhsel até dezembro. A previsão anterior falava em US$10,50. De janeiro a março, no entanto, os valores deverão chegar a US$12,75, com uma alta de 23%."A demanda global por soja continua excepcionalmente robusta e mesmo com os preços nos atuais níveis não há sinais de arrefecimento", disse o Rabobank em relatório.

Na China, as boas margens de lucro no processamento da soja também impulsionam a demanda e as importações podem ser ainda maiores no ciclo 2010/11 do que as 55 milhões de toneladas estimadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Para o Rabobank, o departamento subestima a demanda global.

Para o milho, o banco estima um incremento de US$5,25 para US$5,50 por bushel neste trimestre e de US$5,80 para o próximo.

Mesmo com estoques amplos, China continua importando muita soja

De acordo com um especialista em alimentos, os suprimentos de soja e óleo comestível na China são capazes de satisfazer a demanda interna por conta dos estoques e das crescentes importações da oleaginosa.  “Nós temos estoques amplos”, disse Shang Qiangmin, diretor do CNGOIC – Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China.

Entretanto, de acordo com o diretor do Centro Nacional,  as importações ainda terão um enorme aumento neste ano. Segundo números do CNGOIC, as compras devem atingir 54 milhões de toneladas, superando muito o volume do ano passado de 42,55 milhões de toneladas.

Em outubro, as importações chinesas de soja devem alcançar as 4,65 milhões de toneladas e 4,5 milhões de toneladas em novembro e mais 4,7 milhões de toneladas em dezembro. Sem dar números específicos, Shang disse que os estoques chineses de soja cresceram significativamente nos últimos dois anos.

A nação asiática é a maior importadora mundial da oleaginosa e extremamente dependente do mercado internacional. Cerca de 60% do óleo comestível do país é importado. As importações incluem ainda extração de petróleo, soja e outras oleaginosas.

As vendas da soja norte-americana apresentam um incremento de 85% alcançando as 2,02 milhões de toneladas na semana que terminou no dia 14 de dezembro. Desse total, 72% das importações tiveram como destino a China.

Preços - Segundo analistas, as cotações da soja na Bolsa de Chicago já sobem pela terceira semana e as especulações de que a China irá sustentar suas compras estimulam ainda mais o avanço dos preços. Aliado a isso, o  USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), no início deste mês, reduziu sua previsão de produção de grãos para este ano, o que também atuou como catlisador para a subida dos valores.

"O rally de preços foi impulsionado pela alta no mercado internacional devido à alta sinergia entre o mercado nacional e mundial", disse ele.

A alta atingiu também o mercado de óleo comestível nos últimos três meses, o que gerou uma preocupação de que o aumento no atacado pudesse ser repassado também para o varejo. O preço médio do óleo de soja subiu mais de 30% por tonelada no final de outubro, segundo números do CNGOIC.

Com informações do China Daily

Soja: preços atingem maiores patamares dos últimos 14 meses

Mercado de soja firme na última semana. Apesar da volatilidade externa, tanto nas macro-commodities quanto nos mercados acionários, a oleaginosa permaneceu triunfante renovando as máximas do movimento recente atingido os maiores patamares dos últimos 14 meses.
Firmeza esta atrelada essencialmente à demanda chinesa, com reportes praticamente diários de compras por parte do gigante asiático no mercado norte-americano que eleva sua cobertura buscando beneficiar-se da fraqueza sazonal dos prêmios, bem como proteger-se ante ao risco de uma oferta mais ajustada na América do Sul.
No mercado brasileiro, a semana iniciou com baixo fluxo de negócios tanto para o disponível quanto para a safra nova.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

SOJA: Preços fecham em alta com forte demanda

Mercado de soja iniciou semana em leve alta em Chicago. Embora a movimentação externa negativa, a demanda e as preocupações com relação as condições das lavouras em pontos isolados continua atuando como fator de suporte a oleaginosa. O mercado temia a redução entre 1 e 2% nas áreas consideradas boas/excelentes, o que de fato ocorreu no relatório Crop Progress reportado no final da tarde (64% bom/excelente ante 66% na semana passada e 69% no mesmo período de 2009). Ao mesmo tempo, após as perdas recentes, a demanda externa retornou ao mercado, com o USDA reportando vendas de 108 mil t para o México e 105 mil t para destinos não revelados na sessão de hoje.

Efetivamente o relatório de condições de lavouras pode trazer certo suporte a oleaginosa no curto prazo, especialmente se a demanda ficar firme. De qualquer forma, atenção ao
cenário técnico, que ainda sinaliza negativamente neste momento com topo duplo formado na semana passada, perdendo suportes de Fibonacci conjugado a osciladores mais fracos.
 
Fonte: XP

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

USDA: soja nos EUA em boas/excelentes condições

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório de acompanhamento de safra nesta segunda-feira mostrando que até o último domingo (15), 66% das lavouras de soja estavam em boas ou excelentes condições. O índice está alinhado aos mesmos números das últimas semanas.

Apesar disso, o relatório apontou uma forte queda no estado de Dakota do Sul (-7 pontos), quatro pontos em Iowa e seis pontos em Indiana, que, respectivamentem, exibiram o somatório bom/excelente em 66%, 69% e 59%. Em Ohio, entretanto, houve uma melhora nas condições de 3 pontos, no Missouri também 3, Nebraska 2, Minnesota 2, Illinois 1 e Dakota do Norte 1.

Quanto à formações de vagens, o USDA mostra que  84% da nova safra está com as vagens formadas, o número fica a frente do mesmo período de 2009 - 69%, e da média dos últimos cinco anos - 81%.

O  boletim apontou também os índices sobre a floração da oleaginosa, mostrando que 97% das lavouras dos EUA floresceram. O somatório está a frente da mesma época do ano passado, quando 92% havia florescido e  dois pontos à frente da média de cinco anos - 95%.

Milho - O USDA apontou que 69% da safra do cereal está em boas ou excelentes condições. O índice está dois pontos percentuais abaixo do divulgado na semana anterior (71%). Entretanto, a safra de milho continua apresentando melhores condições na comparação com o mesmo período do ano passado (68%).

Com informações do USDA

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ajustes do USDA continuam dando suporte aos grãos, que sobem em Chicago

As revisões promovidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em suas estimativas para a oferta e a demanda de soja, milho e trigo no país e no mundo resultaram em forte valorização das três commodities na quinta-feira bolsa de Chicago e continuam impactando positivamente nos preços. Com os ganhos, as quedas acumuladas de soja e milho em 2010 naquele mercado foram praticamente zeradas, enquanto a alta do trigo já se aproxima de 35%, de acordo com o Valor Data.

No caso do trigo, o salto observado era uma "barbada". Sobretudo em consequência da severa estiagem na Rússia e em países vizinhos, o USDA reduziu sua projeção para a produção mundial do cereal nesta safra 2010/11, que está em desenvolvimento no Hemisfério Norte, para 645,73 milhões de toneladas. O volume é 2,3% menor que o previsto em julho para a atual temporada e quase 35 milhões de toneladas mais magro que o total colhido em 2009/10.

Ainda que a produção dos EUA tenha sido revisada para cima pelo USDA, prevaleceu entre os traders de Chicago o sentimento de que poderá haver algum desabastecimento no mercado global, daí a alta de preços.

Não é uma boa notícia para o Brasil, um dos principais importadores mundiais da commodity e onde as cotações já começaram a refletir a tendência global. Ainda assim, segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), a reação doméstica tem sido lenta até agora e em algumas praças ainda não houve mudanças significativas. E apesar da quebra global, lembra o Cepea, os estoques no mundo seguirão acima da média histórica.

"As estimativas apontam que a menor oferta e o maior consumo reduzirão os estoques, mas ainda devem ser de 174,76 milhões de toneladas, um dos maiores do histórico", diz Lucilio Rogerio Alves, professor do Cepea, em análise publicada na quinta-feira. Em 2009/10, os estoques finais globais foram de 193,97 milhões de toneladas, de acordo com as estatísticas do USDA.

Nos mercados de soja e milho, as altas de preços refletiram ajustes para cima promovidas pelo USDA no lado da demanda, ainda que também tenham sido realizadas correções para cima na produção - que nos EUA, por exemplo, deverá ser ainda mais vasta do que o anteriormente previsto para ambos os grãos.

Com os problemas do trigo, analistas esperavam que o USDA fosse elevar ainda mais sua previsão para a demanda global de milho, já que em países europeus o segundo comumente substitui o primeiro na fabricação de rações. Mas, mesmo com uma correção de apenas 0,06% em relação à estimativa de agosto, para 831,42 milhões de toneladas, e principalmente em virtude da elevação da projeção do USDA para as exportações americanas.

"Foi o relatório da demanda", constatou Renato Sayeg, da Tetras Corretora, sobre os números do USDA para a soja. Para a demanda mundial, o aumento em relação ao relatório de julho do órgão foi superior a 3 milhões de toneladas, para 250,92 milhões de toneladas em 2010/11, ante as 237,44 milhões de 2009/10. Para as exportações dos EUA, o ajuste para cima superou 2 milhões de toneladas.

"Mesmo com o novo número para a produção americana ter vindo acima das previsões mais otimistas e da relação entre estoques e demanda nos EUA ser a maior desde 2006/07, a expectativa de crescimento da demanda prevaleceu", afirmou Sayeg.

Nesta sexta-feira, os contratos futuros tanto da soja, quanto milho e trigo fecharam em alta no Pregão Noturno. O vencimento setembro/10 abriu o Pregão Diurno avançando 8,75 cents, valendo US$10,34/bushel, às 11h44, horário de Brasília.

Fonte: Valor Economico

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Safra de grãos deve igualar recorde histórico

O crescimento é de 8,9%, segundo projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mais de 80% da lavoura de grãos já foi colhida no Brasil. A produção agrícola chegará a 145,9 milhões de toneladas, praticamente se igualando a colheita registrada em 2008, a maior da história brasileira.

Os números são extremamente positivos, principalmente se forem considerados os problemas climáticos ocorridos neste ano, como seca na região Centro-Oeste e fortes chuvas no Sul e nos estados de Alagoas e Pernambuco.

“A soja foi a grande vedete de 2010. Além de a área plantada ter aumentado, a produção também foi maior devido aos preços bons, comparativamente ao de outras culturas”, afirmou Mauro Andreazzi, gerente de agricultura do IBGE. A participação da soja em relação ao total produzido no País pulou de 42,6% em 2009 para os atuais 46,6%.

Em contrapartida, outros dois importantes produtos tiveram queda na participação. O milho teve retração de 38,1% para 36,7%. Ja o arroz passou a responder por 7,7% da produção brasileira, contra 9,4% do ano anterior. O Paraná continua sendo o maior produtor nacional de grãos, seguido pelo Mato Grosso.

Fonte: Valor Economico

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sem mudanças no clima, preço da soja dificilmente se recuperará



Comentário

Nesta quinta-feira, 10 de junho de 2010, as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam com perdas moderadas, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME), conforme a tabela acima. Os dados contidos no Relatório (WASDE) de junho publicado nesta data pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vieram aproximadamente em linha com as expectativas prévias dos participantes do mercado futuro da oleaginosa em Chicago e foram considerados neutros.

Considerados os fatos e dados altistas acima referidos, aparentemente, não há outra explicação plausível para as perdas modestas indicadas na tabela acima senão que: (i) os participantes do mercado em Chicago contavam com reduções mais expressivas dos estoques finais previstos para as duas safras - algo bem mais significativo do que  a redução  efetiva de apenas 5.000.000 de bushels (cerca de 136.000toneladas); e (ii) os mesmos participantes do mercado têm recebido nos últimos dias amplas informações sobre o excelente desenvolvimento das lavouras norte-americanas de soja, embora ninguém possa garantir que o clima continuará de muito bom a excelente, do presente momento até meados de agosto.


Tal possibilidade, se viesse a ser confirmada, criaria o fantasma de aprofundado estresse da oferta global de soja. Enquanto, porém, o clima continuar muito favorável no Meio-Oeste e no Delta do Mississipi, as chances de recuperação das cotações futuras de soja em Chicago passarão a ser progressivamente cada vez mais tênues.

Ou seja, o mercado da Soja vai continuar com preços estáveis, com previsões de baixa. Não fazer estoques. 




quarta-feira, 9 de junho de 2010

Soja - Preços da soja recuaram pelo segundo dia consecutivo na bolsa de Chicago

Pressão do clima. As boas condições das lavouras americanas fizeram com que os preços da soja recuassem pelo segundo dia consecutivo na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em agosto terminaram o pregão cotados a US$ 9,1225 por bushel, baixa de 5,5 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, as avaliações sobre o desenvolvimento de uma safra recorde nos Estados Unidos e ausência de compradores no mercado foram fundamentais para pressionar os preços na terça-feira. Além disso, os investidores seguem cautelosos para assumir riscos maiores no mercado de commodities, diante das incertezas da economia mundial. Em Rondonópolis (MT), a saca foi negociada ontem a R$ 32,00 pro saca, ganho de 0,95%, segundo o Imea. 

Fonte: Valor Economico
 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Soja - Novas previsões mantêm cenário confortável para oferta de soja em 2010/11

Ainda que diferentes projeções sinalizem o aumento da demanda e a redução da produção mundial de soja no ciclo 2010/11, que está em fase de plantio e desenvolvimento no Hemisfério Norte, a colheita recorde de 2009/10 segue a engordar os estoques e a garantir um confortável volume de oferta, o que fortalece as estimativas de queda das cotações internacionais do grão nos próximos meses.

Novas previsões da publicação alemã "Oil World" divulgadas ontem e relatadas pela agência Reuters apontam para uma colheita global de 253,8 milhões de toneladas de soja na temporada em curso, 2% menos que em 2009/10. Para o fim do ciclo, em agosto do ano que vem, a publicação prevê estoques totais de 75,8 milhões de toneladas, alta de 8% na mesma comparação.

Mesmo que produtores e tradings saibam que entre projeções e confirmações existam fatores imponderáveis no momento como os reflexos do clima sobre as safras dos Hemisférios Norte e Sul - no Brasil o plantio da oleaginosa só terá início em setembro -, o horizonte desenhado pela "Oil World" é mais pessimista para os preços do que o traçado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).


Uma das referências globais mais importantes para os fundamentos de oferta e demanda de produtos agropecuários, o USDA previu, em maio, uma queda maior da produção mundial em 2010/11, para 250,1 milhões de toneladas, e estoques totais finais mais magros que os estimados pela "Oil World" na temporada (ver tabela), ainda que também muito superiores aos de 2009/10.

A mesma diferença de visão entre a publicação alemã e o ministério americano aparece nas projeções para as produções nos EUA, no Brasil e na Argentina em 2010/11. Para os três maiores celeiros de soja do planeta, nessa ordem, ambos preveem colheitas menores que em 2009/10, mas a primeira trabalha com volumes maiores do que o segundo.

"A previsão negativa de oferta está sendo moldada nos Estados Unidos, onde produtores e exportadores terão de enfrentar um forte aumento da competitividade da América do Sul", analisou a "Oil World", segundo a Reuters.


"As informações disponíveis hoje indicam que teremos um mercado mais 'frouxo' em 2011 do que em 2010", afirma Flavio Roberto de França Junior, analista da Safras& Mercado. "Frouxo", neste caso, significa preços menores. Mas França ressalta que o atual nível de incertezas é bastante elevado.


Ele nota que o clima está beneficiando as lavouras americanas, o que pode frustrar as projeções mais pessimistas para a produção do país, mas lembra que a América do Sul terá de encarar o fenômeno "La Niña", que costuma provocar chuvas abaixo do normal dametade do Mato Grosso do Sul para baixo, afetando ainda Argentina e Paraguai.

Assim, diz, mesmo que as áreas plantadas em Brasil e Argentina cresçam - França crê ao menos em manutenção, até pela vocação dos países -, as produções poderão cair.

Ele se fia nas projeções de crescimento da economia mundial em 2010 e prevê aumento da demanda global, e reforça o alerta quanto aos gordos estoques, inevitáveis se não houver fortes quebras climáticas.

"O mundo pode até crescer menos que o esperado por causa da crise europeia, mas vai crescer e a demanda seguirá aquecida, puxada pelos emergentes. Mas não a ponto de absorver a nova safra e os estoques da anterior". Em maio, houve recorde na exportação brasileira.

Soja - Preços da soja fecharam o pregão em queda na bolsa de Chicago

Economia mais fraca. Pressionados por vendas especulativas provocadas pelos temores em relação à recuperação da economia mundial, os preços da soja fecharam o pregão de sexta-feira em queda na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em agosto terminaram o último pregão da semana passada a US$ 9,185, desvalorização de 19,25 centavos. Segundo a Dow Jones Newswires, o fortalecimento do dólar no mercado internacional provocou um movimento de vendas nas commodities. Muitos investidores decidiram reduzir a exposição ao risco na última sexta-feira diante das preocupações em relação ao crescimento econômico global e à crise da dívida na União Europeia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja subiu 1,43% na última sexta-feira, a R$ 36,08 por saca. 

  Fonte: Valor Economico

terça-feira, 1 de junho de 2010

SOJA: Maior demanda impulsiona preços dos derivados

     Os preços do farelo e do óleo de soja acumularam alta na semana passada no mercado interno, ao passo que as cotações da soja ficaram estáveis em algumas regiões e caíram em outras, conforme pesquisas do Cepea. A valorização do derivado está atrelada à maior demanda, enquanto as vendas do grão encontram-se bastante avançadas em todo o País, reduzindo o interesse de comercialização especialmente por parte de vendedores. De 21 a 28 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ (média de cinco regiões do Paraná) da soja em grão teve baixa de 1,52%, fechando a R$ 35,57/saca de 60 kg na sexta; porém, no acumulado de maio, houve alta de 2,27%. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto posto porto de Paranaguá) caiu 1,61% em sete dias, a R$ 38,41/sc na sexta; no mês, subiu 2%.  

Fonte: Cepea

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mercado da Soja

    
 O mercado da soja passou por momentos de baixa no final do mês de Abril envolvendo aumento da área de plantio da soja e bom desenvolvimento dele nos EUA.

    Já no meio do mês de Maio, começou a preocupação com da Zona do Euro, onde o valor do Dólar subiu no mercado brasileiro e a soja nas Cotações de Chicago subiram também.

    Agora no final deste mês de Maio, o Dólar voltou a baixar, e a oleaginosa voltou a baixar no mercado externo, com preocupações de que neste mês de Junho a China comece a importar menos soja, aumentando os estoques mundiais e, consequentemente, baixando o preço.


    Vamos aguardar novas noticias de mercado para definir o rumo da soja.

    Dica: Comprar e vender o Óleo de soja. Esperar ver como o mercado se comporta.



Fonte: Noticias Agrícolas