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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Trigo - Trigo cresce no Sul do país

O avanço da colheita de trigo, que libera área para a soja, confirma boa produtividade do cereal no Paraná. Restam 10% das plantações no campo. O estado deve fechar média de 2,8 mil quilos por hectare, uma das melhores marcas já obtidas. A tendência é que, apesar da redução de 13% na área do trigo, registrada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, a produção chegue a 3,2 milhões de toneladas, um terço a mais que na safra passada. Os produtores relatam que a produtividade caiu menos do que se temia após os períodos secos registrados entre agosto e setembro.
Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os trigais começam a amadurecer. Na região de Erechim (RS), por exemplo, há plantações que só serão colhidas daqui um mês. A previsão é de queda na produção, apesar de a produtividade ser considerada boa. Porém, como houve corte na área, os produtores confirmam es­­timativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de redução de 20% na colheita em Santa Cata­rina de 10% no Rio Grande do Sul.
Considerando toda a região Sul, a colheita deverá crescer 10%, atingindo 5 milhões de toneladas, ou 93% da produção nacional. O Paraná amplia sua participação de 50% para 59%.

Rabobank eleva estimativa para preços da soja e milho em Chicago

As estimativas para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago foram elevadas pelo Rabobank em decorrência da forte demanda chinesa. Os preços do milho também subiram.

De acordo com o banco, as cotações da soja devem circular em torno dos US$11,75/buhsel até dezembro. A previsão anterior falava em US$10,50. De janeiro a março, no entanto, os valores deverão chegar a US$12,75, com uma alta de 23%."A demanda global por soja continua excepcionalmente robusta e mesmo com os preços nos atuais níveis não há sinais de arrefecimento", disse o Rabobank em relatório.

Na China, as boas margens de lucro no processamento da soja também impulsionam a demanda e as importações podem ser ainda maiores no ciclo 2010/11 do que as 55 milhões de toneladas estimadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Para o Rabobank, o departamento subestima a demanda global.

Para o milho, o banco estima um incremento de US$5,25 para US$5,50 por bushel neste trimestre e de US$5,80 para o próximo.

Mesmo com estoques amplos, China continua importando muita soja

De acordo com um especialista em alimentos, os suprimentos de soja e óleo comestível na China são capazes de satisfazer a demanda interna por conta dos estoques e das crescentes importações da oleaginosa.  “Nós temos estoques amplos”, disse Shang Qiangmin, diretor do CNGOIC – Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China.

Entretanto, de acordo com o diretor do Centro Nacional,  as importações ainda terão um enorme aumento neste ano. Segundo números do CNGOIC, as compras devem atingir 54 milhões de toneladas, superando muito o volume do ano passado de 42,55 milhões de toneladas.

Em outubro, as importações chinesas de soja devem alcançar as 4,65 milhões de toneladas e 4,5 milhões de toneladas em novembro e mais 4,7 milhões de toneladas em dezembro. Sem dar números específicos, Shang disse que os estoques chineses de soja cresceram significativamente nos últimos dois anos.

A nação asiática é a maior importadora mundial da oleaginosa e extremamente dependente do mercado internacional. Cerca de 60% do óleo comestível do país é importado. As importações incluem ainda extração de petróleo, soja e outras oleaginosas.

As vendas da soja norte-americana apresentam um incremento de 85% alcançando as 2,02 milhões de toneladas na semana que terminou no dia 14 de dezembro. Desse total, 72% das importações tiveram como destino a China.

Preços - Segundo analistas, as cotações da soja na Bolsa de Chicago já sobem pela terceira semana e as especulações de que a China irá sustentar suas compras estimulam ainda mais o avanço dos preços. Aliado a isso, o  USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), no início deste mês, reduziu sua previsão de produção de grãos para este ano, o que também atuou como catlisador para a subida dos valores.

"O rally de preços foi impulsionado pela alta no mercado internacional devido à alta sinergia entre o mercado nacional e mundial", disse ele.

A alta atingiu também o mercado de óleo comestível nos últimos três meses, o que gerou uma preocupação de que o aumento no atacado pudesse ser repassado também para o varejo. O preço médio do óleo de soja subiu mais de 30% por tonelada no final de outubro, segundo números do CNGOIC.

Com informações do China Daily

Soja: preços atingem maiores patamares dos últimos 14 meses

Mercado de soja firme na última semana. Apesar da volatilidade externa, tanto nas macro-commodities quanto nos mercados acionários, a oleaginosa permaneceu triunfante renovando as máximas do movimento recente atingido os maiores patamares dos últimos 14 meses.
Firmeza esta atrelada essencialmente à demanda chinesa, com reportes praticamente diários de compras por parte do gigante asiático no mercado norte-americano que eleva sua cobertura buscando beneficiar-se da fraqueza sazonal dos prêmios, bem como proteger-se ante ao risco de uma oferta mais ajustada na América do Sul.
No mercado brasileiro, a semana iniciou com baixo fluxo de negócios tanto para o disponível quanto para a safra nova.

Açúcar/Londres: Preços encerram a terça-feira em alta

O açúcar refinado negociado na Bolsa de Londres (Liffe) fechou em alta nesta terça-feira.O vencimento dezembro fechou com ganho de de US$ 8,90 ou 1,24%, cotados a US$ 708,30.

De acordo com a Sucden, do ponto de vista técnico, há resistência técnica a US$ 744,44/t e US$ 780,97/t, além de US$ 849,42 e US$ 854,40/t, . O suporte, por sua vez, se encontra a US$ 672,91/t.

Milho: preços firmes no mercado internacionais e apresentando recuperação no mercado interno

De acordo com os levantamentos realizados pela XP Agro, os preços mostraram recuperação em praticamente todas as regiões do País, com exceção do RS e Paranaguá em que os mesmos mantiveram-se estáveis.
No curto prazo, o interesse de venda do produtor tende a permanecer limitado dada a incerteza climática associada tanto ao desenvolvimento da safra de verão como ao atraso do plantio da soja no centro-oeste e, com isso, sem maiores percalços no mercado externo, os preços internos tendem a permanecer encontrando suporte.
No mercado exportador, a movimentação segue elevada seja pelos embarques já comprometidos através de leilões de PEP, seja pela firmeza dos preços praticados . Uma eventual realização em Chicago estaria associada, provavelmente, à recuperaçao do dólar, mantendo a expectativa de sustentação às paridades de exportação para o mercado brasileiro.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Varejo cresce quase 8% em setembro


egundo pesquisa IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), no mês de setembro, as vendas no setor varejista cresceram 7,9% em comparação com igual período do ano passado. O levantamento foi feito com os 35 maiores varejistas do País pelo IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).
O acréscimo nas vendas no nono mês do ano foi ligeiramente superior ao percentual da última previsão feita pela entidade, que estimava alta de 7,4%. Até o final de outubro, o IDV espera um crescimento de 7,7% na comparação com o mesmo mês de 2009.
As maiores taxas de crescimento, sempre superiores a 10%, têm sido observadas no comércio de bens duráveis, como eletrodomésticos, informática, materiais de construção e móveis. Lojas de semi-duráveis, como vestuários e livrarias, mantêm crescimentos dentro da média do varejo, enquanto super e hipermercados, farmácias e o segmento de alimentação fora do lar também crescem, mas a patamares inferiores à média.